segunda-feira, 13 de maio de 2013

SINTO SUA FALTA

Sinto Sua Falta (Por: Du Valle)

Ninguém parece se importar comigo, não falam nada se chego tarde, não me ligam no meio da balada pra saber onde estou, se tô legal... não me perguntam as quantas vão a faculdade, se tomei o xarope, se tenho dinheiro pra condução...não querem saber se me ferrei na entrevista de emprego...
Sinto sua falta...
Na hora de dormir, ninguém me dá boa noite nem bom dia pela manhã, não tem mais ovo mexido e também não mexem mais no meu cabelo, o café nunca está na mesa, nem o almoço, nem o jantar. O sanduíche só se eu pagar e o suco só na caixinha.
Não sabia que custava tão caro o rango, o remédio...e que pra tomar o remédio tinha que pagar o médico, o dentista custa os olhos da cara, assim como a energia e a conta de telefone...nunca tinha me tocado que as garrafas de água da geladeira, tem que ser abastecidas e o rolo de papel do banheiro tem que ser trocado quando fica só aquele canudinho.
Nunca pensei que sentisse tanta falta das broncas por causa das toalhas úmidas em cima da cama, das meias dentro dos sapatos molhados...nunca mais cheguei na hora, não me alimentei na hora, não paguei a conta no dia, minhas roupas nunca tiveram tantas rugas, não recebi um abraço demorado, não me senti amado e importante.
No natal me esqueci de você, porque só você podia me lembrar, mas não o faria.
Sinto o reflexo das orientações, mas, algumas eu esqueci, não tem mais quem me lembre diariamente “economize, escove os dentes, levante, vai se atrasar”...que coisa absurda, meus joelhos doem e não foi por falta de aviso, a coluna reclama do computador, também não me faltaram advertências.
Meus documentos até hoje não sei onde foram parar, não tenho tempo pra falta de tempo, atropelei tudo, tantas coisas eu deixei de fazer quando pude que agora a carga de acúmulo é pesada demais e não tenho mais com quem dividir.
Se eu pudesse remontar as memórias e tipo “Efeito Borboleta”, eu não desperdiçaria mais você, nem toda essa vida que como areia fina se esvaiu pelo ralo do tempo.
Sinto sua falta mãe.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

PATERNALISMO BOLCHEVIQUE


O Brasil parece que desta vez, adotou CUBA como um filho bastardo e molambento que precisa de auxílio, sim por que, em detrimento a falta de estrutura dos nossos portos e aeroportos, depois de investir 1 milhão de dólares, através da construtora Odebrecht para ampliar e modernizar o porto de Mariel, a 50 km de Havana, depois de enfiar no mercado de trabalho brasileiro mais de 6.000 médicos cubanos, não protegendo o emprego dos médicos nacionais, para fechar um grande negócio, já que serviços médicos são a grande fonte renda da Ilha, agora anuncia um entorpecido investimento de 176 milhões de dólares para modernizar cinco aeroportos Cubanos. Gente o que é isso? Não temos atendimento nos nossos prontos socorros, estão expulsando nossos nativos de suas terras, não temos escolas de qualidade, professores recebendo uma miséria, a tuberculose avançando e ameaçando nossa população, malária aqui, na nossa zona metropolitana... gente o que é isso? A inflação está de volta, as lojas não estão vendendo nada às vésperas do dia das mães, e o governo investe em ideologia barata, ultrapassada e bolorenta. 

Não é Cuba e todos os países vermelhos que deveriam nos servir como espelhos de integridade, valores, igualdade e boas condições de vida? Não são esses mesmos países que hoje estão mergulhados no subdesenvolvimento, com problemas políticos e populações revoltadas com a condução de suas vidas? E agora estes países depois de cavarem seus sepulcros, somos nós, que tanto pagamos em impostos para obtermos o mínimo de segurança e proteção, que compulsoriamente tiramos de nossa gente para tapar buracos em problemas latentes com a finalidade de aliviar líderes possuidores de impérios fabulosos. Essa irmandade bolchevique, bolivariana ou Cheguevariana, está nos saindo muito cara. O governo não cuida do patrimônio interno, que se esvai pelo bolso sem fundo de seus correligionários, e ajuda a manter o império de seus “aliados pusilânimes” que de forma perdulária arrasaram seus sítios e hoje, ao esticar dos braços lançam mão do que é nosso, com a conivência e satisfação de quem nos dirige.



Du Valle

quinta-feira, 9 de maio de 2013

PUTA SIM!...MAS COM ESTILO!



Quem diz que o Brasil é uma zona, está falando bobagem. Belo Horizonte durante a Copa das Confederações vai sediar alguns jogos. No período as “meninas” boas de famílias más, se encontrarão com os “meninos” maus das famílias boas, só que para isso, não estão apenas de pernas pro ar, ao contrário da maioria dos profissionais, estão se reciclando.


Seguindo o exemplo dos taxistas e a rede hoteleira uma outra ‘categoria’ está se qualificando. Com aulas de inglês e etiqueta, visando receber os turistas que chegarão para a Copa, as profissionais do sexo da capital mineira, cerca de 300 belas mulheres estão há dois meses recebendo aulas gratuitas de outros idiomas para não terem problemas na hora de se comunicarem com os estrangeiros.
“A (APROSMIG), Associação das Prostitutas de Minas Gerais vislumbrou a oportunidade com a aproximação do evento e passou a oferecer estas aulas. O curso é completo, mas ensina principalmente coisas essenciais, tipo, como abordar, cobrar, se comportar num jantar”, explica a presidente da Associação, Cida Vieira, responsável pelo curso. Acrescentando que serão ensinadas outras expressões fundamentais para o trabalho; “posições, acessórios”.
Cida conta que não tem apoio de nenhuma empresa ou da prefeitura, e que a procura foi tão grande que não há turmas suficientes para todos. “Só estamos conseguindo atender quem faz parte da associação”. O curso conta com 11 professores voluntários que dão aulas semanais de uma hora e meia, em três turnos diferentes.
Tá vendo, quando o povo quer e tem algum tipo de incentivo, corre atrás de cultura e qualificação... ou será que é só pela putaria? 

Du Valle

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Eric Clapton - Tears in Heaven


Antológico: Clapton para osempre

O QUE SE FALA NÃO SE ESCREVE E VICE-VERSA

O QUE SE FALA NÃO SE ESCREVE E VICE-VERSA

Fiquei boquiaberto ao tomar conhecimento que o livro “Por Uma Vida Melhor” havia emplacado. Para quem não lembra em 2011, eu acho, o então Ministro da Educação Fernando Haddad, avalizou o livro da professora Heloisa Santos que legitimava a forma popular de falar.
Bem, o livro acabou sendo liberado com essa nova orientação e foi distribuído para 485 mil estudantes, entre crianças e adultos. 
Então Agora é oficial, o que antes se apresentava de forma sutil à população agora é notário. Lembro-me de reportagens, artigos, frases ou qualquer escrito de brasileiros conscientes, dando conta de que para aspirações políticas de um grupo dominante seria imperativo que o povo permanecesse em estado de abstinência cultural, eu mesmo já fiz referências a esta forma hedionda de perpetuação do poder. Até então parecia especulação de um grupo subversivo que visava desestabilizar a boa “ordem pública”. Porém agora, não pode mais haver contestação a essa forma de agir, pois eles conseguiram tornar a coisa oficial. 
Aconteceu como todos esperavam, afinal é consenso que toda mudança comportamental de um povo principie pela educação, então, foi justamente aí que cirurgicamente deu-se a incisão com o título lúdico “Por uma vida melhor”. Não poderia ser mais eficaz, trata-se de um livro onde se ensina como não falar o português corretamente no dia a dia, ou seja, é o manual criado para “emburrecer” oficialmente o povo.
Segundo uma reportagem da Folha, o livro “Por uma vida melhor” justifica, no entanto, que é preciso tomar cuidado com o contexto em que se usa esta ferramenta nova, para que o autor não seja vítima de "preconceito linguístico". O conteúdo também coloca nas escolas a responsabilidade de ensinar aos alunos as convenções ortográficas e as diferenças de variedades linguísticas, registro oral e escrito da língua, ou seja, o professor que mal tem tempo de viver, agora tem mais um desafio pela frente, o de educar de forma correta o que o governo destorce propositadamente.
O ex-ministro Fernando Haddad, é o nome do intelectual que incentivou esta aberração. Ele me fez lembrar o Rogério Magri e seus neologismos truculentos. 
Chamado a dar explicações, conseguiu piorar o que já estava ruim. “Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente”. Não satisfeito com a infeliz idéia do kit gay, exacerbando a homofobia, criou o ainda não propalado preconceito linguístico.
Certo disso é que agora o governo assumiu que a ignorância interessa, não disfarça mais a tendência a “emburricar”. Não houve se quer uma consulta popular para que se alterasse o idioma, vai ver que eles não entenderam o sentido da palavra democracia, onde o povo deve participar das decisões, ou então acham que o povo ainda não é “burro” o bastante para opinar.
O Kit gay, não pegou, aliás, pegou... mal, daí esqueceram o assunto antes que se tornasse incontrolável seu repúdio, mas de mansinho conseguiram fazer com que os filhos dos menos favorecidos pelo acesso, sejam mais uns a engrossar as massas manobráveis, pois não terão condições de interpretar um simples texto por tratar-se de um libelo hieroglifado por conveniência tendenciosa, que segundo o próprio Haddad classifica como linguagem culta, portanto não interessa que o povo interprete com exatidão.
Mas como tudo que o governo faz, segundo seus partidários mais fervorosos, tem sempre uma conotação visionária, talvez a mudança no idioma, explique o fato do ex-presidente Lula ser o mais novo colunista do New York Times.